Desde o início da nossa campanha, optamos fazer política
com a seriedade e a responsabilidade que este trabalho exige. Acreditamos que a nossa campanha tem se tornado cada vez
mais vitoriosa justamente pelo respeito que tratamos nossos adversários e,
principalmente, o nosso eleitor. Mas tem se tornado cada dia mais difícil
nos mantermos eretos e firmes por conta do jogo sujo e baixo que chega aos
nossos pés. O destaque da nossa campanha tem incomodado a muitos e a
deslealdade tem sido a arma encontrada por alguns adversários na inútil
tentativa de nos ofuscar.
Um
dos ditados aprendidos com a minha mãe e nunca esquecido, é o que condiz com as
escolhas feitas para a nossa vida: Para toda ação há uma reação. Quando seu projeto de vida torna você uma
pessoa pública, é compreensível que você se torne alvo de críticas e injúrias.
A
escolha da minha vida é ser uma empregada a serviço do povo, sendo este é o
verdadeiro papel de quem desenvolve o cargo administrativo de prefeito. Jamais esta
escolha seria por qualquer tipo de vaidade. Entendo que este emprego é
destinado somente a quem pode dedicar os seus dias e suas noites exclusivamente
para o desenvolvimento de uma cidade. Nada tenho a esconder e acredito que a
perda da privacidade é uma conseqüência da minha decisão pela vida pública.
Meus adversários, sem conseguirem nada que
me desabone, começam a imputar a mim acusações infundadas. Falam sobre o
governo da qual fui vice-prefeita e falam, principalmente, sobre a minha
família. Sou filha de uma família extremamente religiosa e devotada. Tenho em
minha respeitada mãe, falecida a pouco tempo, o exemplo de força, pois numa época
onde mulheres eram somente donas de casa, ela já era uma Executiva Financeira
do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas – DNOCS, responsável pelo
socorro às populações flageladas pelas secas que devastam a região nordeste. Casei-me
aos 17 anos, com o meu primeiro e único namorado, um companheiro com suas
qualidades e seus defeitos como todo ser humano, mas que sempre esteve e
permanecerá ao meu lado por toda a vida.
Itapetinga é a minha casa, onde construí a
minha vida. Nesta terra criei os meus 4 filhos, hoje independentes, pessoas íntegras
e dedicadas às suas profissões. Afirmo que nenhum dos meus familiares - filhos,
esposo, irmãos - dependem de mim. Jamais praticaria o crime do nepotismo
fazendo da prefeitura um cabide de empregos familiar.
Durante
estes mais de 30 anos que vivo em Itapetinga, edifiquei uma legenda de honestidade,
de destemor e de defesa aberta, intransigente e calorosa dos princípios em que
acredito. Ouso dizer que meu reto proceder, minha seriedade e minha dedicação a tudo que faço me fez credora do
respeito e do reconhecimento dos itapetinguenses. Venho lutado para deixar
para meus filhos os melhores exemplos, os melhores princípios, a melhor
história.
Nesta
cidade tenho uma vida inteira dedicada ao trabalho social, prestando por anos,
serviço aos idosos no Abrigo Laura de Carvalho, na APAE e no Centro Social Pio
XII. Na política fui assessora do Dep. Michel Hagge por duas vezes e assessora
da Dep. Virgínia Hagge, fui vice-prefeita de Itapetinga e Secretaria de Saúde.
Encontrei na política uma forma de continuidade ao meu trabalho social.
Na
gestão passada fui vice-prefeita de Michel Hagge e muito me orgulho disso.
Orgulho-me por ter feito parte de um grupo íntegro, honesto e capaz. Orgulho-me por ter construído uma vida
pública sem acusações de corrupção, enriquecimento ilícito, improbidade
administrativa ou coisa que o valha. Orgulho-me por não ter cedido a interesses
menos dignos do que o bem comum e por não ter feito nada que me colocasse no
centro de uma CPI. Orgulho-me por me manter firme e fiel aos meus
princípios em um ambiente cada vez mais sujo e desacreditado.
Quando
Itapetinga foi diretamente
atingida com o corte da mão de obra de mais de 6 mil postos de emprego na
Vulcabrás/Azaléia, não houve nenhum tipo de mobilização da atual administração
para a reversão deste quadro. Eu, ainda sem nenhuma pretensão política e
extremamente preocupada, fui até Brasília como representante da sociedade, com uma
comissão liderada pelo nosso candidato a vice-prefeito, até então vereador Gilson
de Jesus, lutar pela situação já instalada. Não poderíamos permitir a amputação
desta tão importante provedora de empregos. Lutamos e conseguimos!
Sou uma mulher forte, uma mãe de família como
muitas outras e no papel de mulher, exijo o respeito que já conquistamos. Trabalhamos
muito, ganhamos o nosso dinheiro, administramos o lar, os filhos, o trabalho,
enfim. Merecemos este reconhecimento! Somos fortes por suportarmos todas as
dores, porém não me cabe aceitar a dor banal da ofensa, da injúria e da
mentira. Quero respeito dos meus adversários!
Hoje,
ao assinar esta nota, faço um desabafo carregado de tantas outras vozes
femininas que desafinaram pela imposição do machismo! Em nome de tantas outras
mulheres desejo que a sociedade nos respeite e nos valorizem, criem movimentos
além Maria da Penha, valorizem a nossa voz e nos dê a Paz!








