quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Texto dedicado à população itapetinguense




Desde o início da nossa campanha, optamos fazer política com a seriedade e a responsabilidade que este trabalho exige. Acreditamos que a nossa campanha tem se tornado cada vez mais vitoriosa justamente pelo respeito que tratamos nossos adversários e, principalmente, o nosso eleitor. Mas tem se tornado cada dia mais difícil nos mantermos eretos e firmes por conta do jogo sujo e baixo que chega aos nossos pés. O destaque da nossa campanha tem incomodado a muitos e a deslealdade tem sido a arma encontrada por alguns adversários na inútil tentativa de nos ofuscar.
Um dos ditados aprendidos com a minha mãe e nunca esquecido, é o que condiz com as escolhas feitas para a nossa vida: Para toda ação há uma reação. Quando seu projeto de vida torna você uma pessoa pública, é compreensível que você se torne alvo de críticas e injúrias.
A escolha da minha vida é ser uma empregada a serviço do povo, sendo este é o verdadeiro papel de quem desenvolve o cargo administrativo de prefeito. Jamais esta escolha seria por qualquer tipo de vaidade. Entendo que este emprego é destinado somente a quem pode dedicar os seus dias e suas noites exclusivamente para o desenvolvimento de uma cidade. Nada tenho a esconder e acredito que a perda da privacidade é uma conseqüência da minha decisão pela vida pública.
Meus adversários, sem conseguirem nada que me desabone, começam a imputar a mim acusações infundadas. Falam sobre o governo da qual fui vice-prefeita e falam, principalmente, sobre a minha família. Sou filha de uma família extremamente religiosa e devotada. Tenho em minha respeitada mãe, falecida a pouco tempo, o exemplo de força, pois numa época onde mulheres eram somente donas de casa, ela já era uma Executiva Financeira do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas – DNOCS, responsável pelo socorro às populações flageladas pelas secas que devastam a região nordeste. Casei-me aos 17 anos, com o meu primeiro e único namorado, um companheiro com suas qualidades e seus defeitos como todo ser humano, mas que sempre esteve e permanecerá ao meu lado por toda a vida.
Itapetinga é a minha casa, onde construí a minha vida. Nesta terra criei os meus 4 filhos, hoje independentes, pessoas íntegras e dedicadas às suas profissões. Afirmo que nenhum dos meus familiares - filhos, esposo, irmãos - dependem de mim. Jamais praticaria o crime do nepotismo fazendo da prefeitura um cabide de empregos familiar.
Durante estes mais de 30 anos que vivo em Itapetinga, edifiquei uma legenda de honestidade, de destemor e de defesa aberta, intransigente e calorosa dos princípios em que acredito. Ouso dizer que meu reto proceder, minha seriedade e minha dedicação a tudo que faço me fez credora do respeito e do reconhecimento dos itapetinguenses. Venho lutado para deixar para meus filhos os melhores exemplos, os melhores princípios, a melhor história.
Nesta cidade tenho uma vida inteira dedicada ao trabalho social, prestando por anos, serviço aos idosos no Abrigo Laura de Carvalho, na APAE e no Centro Social Pio XII. Na política fui assessora do Dep. Michel Hagge por duas vezes e assessora da Dep. Virgínia Hagge, fui vice-prefeita de Itapetinga e Secretaria de Saúde. Encontrei na política uma forma de continuidade ao meu trabalho social.
Na gestão passada fui vice-prefeita de Michel Hagge e muito me orgulho disso. Orgulho-me por ter feito parte de um grupo íntegro, honesto e capaz. Orgulho-me por ter construído uma vida pública sem acusações de corrupção, enriquecimento ilícito, improbidade administrativa ou coisa que o valha. Orgulho-me por não ter cedido a interesses menos dignos do que o bem comum e por não ter feito nada que me colocasse no centro de uma CPI. Orgulho-me por me manter firme e fiel aos meus princípios em um ambiente cada vez mais sujo e desacreditado.
Quando Itapetinga foi diretamente atingida com o corte da mão de obra de mais de 6 mil postos de emprego na Vulcabrás/Azaléia, não houve nenhum tipo de mobilização da atual administração para a reversão deste quadro. Eu, ainda sem nenhuma pretensão política e extremamente preocupada, fui até Brasília como representante da sociedade, com uma comissão liderada pelo nosso candidato a vice-prefeito, até então vereador Gilson de Jesus, lutar pela situação já instalada. Não poderíamos permitir a amputação desta tão importante provedora de empregos. Lutamos e conseguimos!
Sou uma mulher forte, uma mãe de família como muitas outras e no papel de mulher, exijo o respeito que já conquistamos. Trabalhamos muito, ganhamos o nosso dinheiro, administramos o lar, os filhos, o trabalho, enfim. Merecemos este reconhecimento! Somos fortes por suportarmos todas as dores, porém não me cabe aceitar a dor banal da ofensa, da injúria e da mentira. Quero respeito dos meus adversários!
Hoje, ao assinar esta nota, faço um desabafo carregado de tantas outras vozes femininas que desafinaram pela imposição do machismo! Em nome de tantas outras mulheres desejo que a sociedade nos respeite e nos valorizem, criem movimentos além Maria da Penha, valorizem a nossa voz e nos dê a Paz!